Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

Império Romano e Cristianismo

O IMPÉRIO ROMANO: ÁREAS DOMINADAS E FACTORES DE INTEGRAÇÃO

Roma limitava-se de início (séc VIII a . C.) a um pequeno território, situado junto às margens do rio Tibre. Depois progressivamente, alargou no seu domínio a toda a Península Itálica. Entre os séculos III a . C. e II d. C., Roma constituiu um vasto império que se estendia desde a Península Ibérica ao rio Eufrates, do Deserto do Sara, à Grã-Bretanha, este império durou até 476 d.C.

 

 

Com um Império tão vasto e de diferentes povos, os romanos embora influenciados pelos Etruscos e pelos Gregos, criaram uma civilização original, que promoveu as regiões atrasadas. Para o efeito, utilizaram vários instrumentos.

- Cobriram o território com uma vasta rede de estradas, por onde circulavam os homens, os produtos e as ideias. As vias romanas constituíram, para além de um instrumento de progresso, um elo de ligação entre as regiões.

- Dotaram o império de uma administração comum, dependente de Roma, isto tinha vista a promover e consolidar a presença romana nos territórios conquistados, fundaram colónias e municípios.

- Fundaram no Império, sobretudo no Ocidente, muitas cidades. Estes símbolos de povos mais evoluídos, tornaram-se focos de propagação da civilização romana.

- Construíram numerosos edifícios e monumentos, difundiram a sua legislação, literatura, ciências e técnicas.

 

UMA ECONOMIA URBANA, COMERCIAL, MONETÁRIA E ESCLAVAGISTA

Com as conquistas os romanos estabeleceram importantes rotas comerciais entre a capital e todas as regiões do Império:

ë  Na Península Ibérica a exploração mineira proporcionou a construção de vias e pontes que facilitavam a deslocação de carros do exército e de mercadores.

 Da Sicília e do Egipto chegavam por mar carregamentos de trigo.

 Das províncias orientais, tecidos finos, tapetes e artigos de luxo.

 De todas as partes do Império eram transportados inúmeros escravos para Roma.

Os produtos chegavam a Itália a baixo preço. O desenvolvimento económico do Império manifestou-se, sobretudo, numa economia urbana, comercial e monetária, que se desenvolveu devido à utilização de mão-de-obra escrava.

 

 

A SOCIEDADE IMPERIAL

A sociedade passou a estar organizada em estratos superiores e inferiores:

  Estratos Superiores:

  • Ordem Senatorial – ocupava os principais cargos da administração e possuíam grandes fortunas.
  • Ordem Equestre – os cavaleiros dedicavam-se à administração do Império, ao comércio e aos negócios.
  • Ordem dos Decuriões – membros da burguesia municipal que dirigia a vida económica e plítica das cidades.

 Estratos Inferiores:

  • Plebe rural – camponeses, pequenos proprietários e assalariados.
  • Plebe urbana – artesãos, comerciantes.
  •   Na base da sociedadade: libertos e escravos

 

PODERES DO IMPERADOR

  •   Comandante do exército;
  •   Dirigia a política externae as finanças;
  •   Controlava a administração pública;
  •   Chefiava a religião – Pontífice Máximo
  •   As nstituições repúblicanas – Senado, Comícios e as Magistraturas, continuavam a existir, mas com menos poderes porque passaram a ser controlados pelo Imperador.

CIVILIZAÇÃO ROMANA

Uma das originalidades dos Romanos foi a eficiente administração do Império. Por isso tiveram que criar leis que se aplicassem a todos os habitantes do Império:

a  Princípio da Univesalidade

As leis deveriam ser justas e iguais para todos na sua aplicação:

a  Pincípio da igualade Jurídica

 

 

URBANISMO

Outra das características dos Romanos foi a sua preocupação  com o Urbanismo: a distribuição das ruas, praças, monumentos, termas, sistema de esgotos, etc.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ARTE ROMANA

INFLUÊNCIAS

ETRUSCOS

 CONSTRUÇÃO CIRCULAR

 ARQUITECTURA DE ABÓBADAS

 AQUEDUTOS

GREGOS

à FORNECERAM-LHES MODELOS ARTÍSTICOS, LITERÁRIOS, FILOSÓFICOS E RELIGIOSOS.

à OS ROMANOS NA ARQUITECTURA, ESCULTURA SEGUIRAM OS MODELOS GREGOS, MAS SEM QUALQUER SERVILISMO.

INFLUÊNCIAS ORIENTAIS

CONFORTO

LUXO

 MISTICISMO

0RIGINALIDADES

  • Apesar de sofrerem influências os romanos também foram criativos, quer no material utilizado: tijolo, que se generalizou desde que se descobriu que era à prova de fogo, mas sobretudo com a descoberta do cimento e a utilização do mármore para revestir as construções e dava-lhes beleza.
  • Na escultura, foram muito influenciados pelos gregos, mas também aí desenvolveram uma forma de escultura que se torna característica do espírito romano: a arte do retrato. É certo que tal forma de arte se iniciara na Grécia com Lisipo, mas o realismo absoluto é próprio dos retratos romanos.
  • Na pintura, a obra dos pintores gregos é completamente desconhecida, mas esta bem vincado o elemento grego, mais propriamente o helenístico, isto não impediu afirmação de motivos originais: aspectos naturais, naturezas mortas ou motivos históricos e mitológicos. Os artistas romanos eram atraídos pelas cores e luz, além da perspectiva. Isto confirma o carácter ilusionístico da base pictórica e do mosaico.

 

CULTOS RELIGIOSOS

CULTO FAMILIAR:

  •   LARES
  •   MANES
  •   PENATES

CULTO PÚBLICO – tinha ao seu serviço um corpo de sacerdotes:

  •   Os Áugures – interpretavam a vontade dos deuses;
  •   Os Pontífices – fixavam os ritos e o calendário dos “dias Nefastos”.~
  •   As Vestais, mantinham acessa a chama sagrada
  • No período do Império a religião tradicional passou a integrar o CULTO AO IMPERADOR

ROMANIZAÇÃO DE PORTUGAL

A conquista da Península ibérica, foi difícil, os Lusitanos ofereceram uma grande resistência.

Podemos distinguir dois períodos da dominação Romana:

 Período de Conquista

 Período de Assimilação

CONQUISTA

  1ª FASE – vai desde a primeira luta até à expedição de Décimo Júnio Bruto em 137 a.C., é nesta fase que se forma a grande Confederação das Tribos Lusitanas lideradas por Viriato. Viriato é assassinado em 138 a.C., mas a resistência continua.

  2ª Fase – Roma enviou o Procônsul Décimo Júnio Bruto com uma expedição que tinha por missão terminar com a resistência Lusitana. Os lusitanos chamaram para os liderar Quinto Sertório, um antigo magistrado romano, mas este também é assassinado no ano 72 a.C.

  3ª FASE – Campanha relâmpago de Júlio César, venceu os últimos focos de resistência.

PERÍODO DE ASSIMILAÇÃO

  ACÇÃO DAS LEGIÕES ROMANAS – instalaram-se com as suas famílias em grandes acampamentos, cultivavam a terra e atraíam serviçais, negociantes e assim difundiam a língua e os costumes.

  CONSTRUÇÃO DE OBRAS PÚBLICAS – para policiar e fiscalizar o território os romanos construíram: estradas, pontes e viadutos.

  VINDA DE COLONOS – a fama da riqueza da Península Hispânica atraía os colonos romanos e itálicos.

  RECRUTAMENTO DE LUSITANOS PARA O EXÉRCITO – muitos lusitanos participaram nas campanhas do Norte de África e do Oriente, os que regressavam já vinham romanizados.

 O CULTO AO IMPERADOR – passou a ser um culto comum para Romanos e Lusitanos.

No século II pode dizer-se que o Sul do território estava completamente romanizado.

No ponto de vista administrativo a Península ficou dividida em quatro grandes povincias:

 TERRACONENSE

  LUSITÂNIA

  BÉTICA

  GALECIA

  

 

 

ORIGEM DO CRISTIANISMO

Durante o Império Romano nasceu na Palestina uma nova religiã: O CRISTIANISMO

MENSAGEM DO CRISTIANISMO

  •  Existência de um Deus único e espiritual
  •   Amor ao Próximo
  • Justiça e paz entre os Homens
  •   Perdão para os arrependidos
  •   Igualdade entre os Homens
  •   Esperança e salvação na vida eterna

Esta religião apresenta um carácter universal.

CONDIÇÕES DE PROPAGAÇÃO DO CRISTIANISMO

  •   A unidade linguística e política do Império
  •   Insatisfação e descontentamento relacionados com as desiguladades sociais
  •   Corrupção moral e dos costumes romanos, sobretudo entreas classes altas
  •   Rede viária que facilitava a comunicação entre as várias regiões do império
  •   A existência de numerosas comunidades judaicas.

AFIRMAÇÃO DE UMA NOVA RELIGIÃO

  •   ÉDITO DE MILÃO – O Imperador Constantino autorizou a prática da religião cristã
  •   ÉDITO DE SALÓNICA – O imperador Teodósio declarou o Cristianismo como religião Oficial do Estado Romano.
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

OS GREGOS NO SÉCULO V a.C

A Grécia situa-se na Península Balcânica e é banhada a sul, pelo Mediterrâneo, a este pelo mar Egeu e , a oeste, pelo mar Jónio.

    

Fig.1 – Mapa da Grécia Antiga

O seu território é montanhoso, com vales estreitos e algumas planícies. A costa é formada por golfos e baías. Os rios são irregulares e de fraco caudal. Nos vales e nas planícies eram cultivados cereais, vinha e oliveira, nas terras altas dedicavam-se à pastorícia. Com um solo pobre o destino dos gregos foi o mar. Aventuraram-se pelo mar Egeu, mais tarde por todo o Mediterrâneo, em busca de terras férteis onde pudessem fixar-se, comerciar ou procurar riquezas.

Os Gregos ou Helenos, nome por que os gregos se designavam a si próprios, eram povos oriundos do sul da Rússia, que falavam dialectos Indo-europeus. No 2º milénio a.C., vieram fixar-se na Grécia, em vagas sucessivas.

Os primeiros, os Aqueus, que foram influenciados pela civilização cretense. Fundaram pequenos reinos, com palácios fortificados.

No século II a.C., chegam os Dórios que difundem as armas de ferro, com eles veio a guerra e a devastação. Muitos dos gregos emigram, povoando as ilhas e as costas da Ásia Menor.

Apesar das suas origens diversas, os Helenos tinham consciência de formar um só povo, unidos pelas mesmas tradições, língua e religião.

2.1.1 – O MUNDO HELÉNICO

Os gregos nunca chegaram a formar um estado unificado, devido a diversos factores, sendo um dos mais importantes o relevo, assim como o isolamento das populações.

No século VIII a.C., deu-se um crescimento populacional e desenvolveram-se os aglomerados urbanos, que se tornam o centro de pequenos Estados independentes. Nasceram assim as Cidades-Estados, a que os gregos chamaram Pólis.

Uma Cidade-Estado era uma comunidade de homens livres – os cidadãos – tinha um governo próprio e leis próprias.

A Pólis devia ter capacidade de se defender e sustentar os seus habitantes. Os cidadãos reuniam-se na ágora, a praça da cidade, para discutir os assuntos públicos. Na parte alta da cidade erguia-se a acrópole, onde estavam situados os templos (Fig. 2).

 

Fig. 2 – Vista da Acrópole de Atenas

Mas os gregos não ficaram limitados ao seu território, a partir de meados do século VIII a.C., o crescimento populacional, veio a provocar a fome e as lutas sociais, o que provocou a emigração.

Os gregos fundaram inúmeras colónias, desde as costas do mar Negro à Península Ibérica. Cada colónia era uma Pólis independente, mas continuava ligada à metrópole, quer por laços comerciais, como religiosos.

 

2.1.2 - ATENAS

Por volta do século V a.C., Atenas era a Cidade-Estado mais poderosa da Grécia. O seu território ocupava a Península da Ática, onde a produção de cereais era escassa, havia muitas vinhas, figueiras e oliveiras, os campos ofereciam aos gados boas pastagens e as montanhas tinham ricas minas de prata.

Os atenienses desenvolveram as actividades artesanais, a cerâmica, a metalurgia e a construção naval.

Por tudo isto, Atenas tornou-se num centro de comércio, o porto do Pireu atraía mercadores de todo o mundo helénico e estrangeiros. Os atenienses exportavam os seus excedentes (vinho, azeite e cerâmica) e importavam (trigo, papiro, minérios e escravos), grande parte dessas importações eram pagas com moeda.

Era sobre esta economia marítima e mercantil que assentava a prosperidade de Atenas.

 

 

Mas no início do século V a.C., os Persas, invadiram a Grécia, os gregos uniram-se formando a Liga de Delos. Liga essa que era dominada pela cidade de Atenas. Findo o perigo Persa a cidade de Atenas vai servir-se da poderosa armada da Liga de Delos para impor a sua supremacia económica e política sobre os seus aliados, passou assim a exercer um verdadeiro imperialismo marítimo no mar Egeu.

2.1.3 – A SOCIEDADE

Atenas foi a primeira Cidade-Estado a implantar um novo regime social e político: a Democracia.

Democracia significa poder do povo, isto quer dizer que o governo da Pólis pertencia a todos os cidadãos, todos tinham os mesmos direitos políticos e gozavam de igualdade perante a lei. Mas este regime foi uma conquista do povo de Atenas, visto entre os séculos VIII e VII a.C., os aristocratas dominavam a Pólis, mas um, longo período de lutas sociais e de sucessivas reformas, Clistenes instituiu em 508 a.C., a democracia.

A população Ateniense por volta do século V a.C., anda à volta de 460 mil pessoas, mas os cidadãos eram só cerca de 42 mil.

Cidadãos eram todos os indivíduos do século masculino, maiores de 18 anos, filhos de pai e de mãe ateniense. Só eles tinham direitos políticos: podiam votar na Assembleia e exercer funções de magistrados e juizes, assim como, só eles podiam ter propriedades na Ática, mas as mulheres eram excluídas da vida pública.

A restante população era constituída por metecos e escravos.

Os metecos eram estrangeiros que residiam em Atenas, dedicavam-se ao comércio e ao artesanato. Apesar de contribuírem para a riqueza da cidade, não tinham direitos, mas era-lhes exigido o serviço militar e o pagamento de um imposto especial.

Os escravos, eram considerados como um instrumento de trabalho, não tinham quaisquer tipo de direitos, podiam ser comprados e vendidos, mas eram quase sempre tratados com relativa humanidade.

2.1.4 – OS ÓRGÃOS DE GOVERNO

Quando Clistenes instituiu a democracia, os órgãos de governo ficaram a funcionar do seguinte modo:

ë  ASSEMBLEIA DO POVO – ou Eclésia, onde tinham lugar todos os cidadãos, todos podiam tomar a palavra e votavam de braço no ar. Aprovavam leis, elegiam os magistrados mais importantes (os estrategos) e votavam o ostracismo.

ë  O CONSELHO – ou a Bulê (constituído por 500 membros, tirados à sorte anualmente entre os cidadãos que se candidatavam), tinham como função preparar as leis para serem discutidas e votadas na Eclésia.

ë  OS MAGISTRADOS – aplicavam as leis. Os principais eram os 10 estrategos, eleitos por um ano, que chefiavam o exército , a marinha e a administração e os 10 arcontes, sorteados anualmente, com funções religiosas.

ë  OS TRIBUNAIS – julgavam os crimes. O principal era a Helieia, formado por 6000 juízes escolhidos por sorteio (Fig. 5).

Este regime democrático aperfeiçoou-se  ainda mais no tempo de Péricles, um dos maiores governantes de Atenas, foi eleito estratego durante quinze anos.

Péricles instituiu uma remuneração para quem exercesse certos cargos públicos. Deste modo, mesmo os cidadãos mais pobres passaram a participar na vida política.

Por outro lado, Péricles reforçou o imperialismo ateniense, fundou colónias nos territórios aliados e serviu-se dos recursos da Liga de Delos, foi esta prosperidade que permitiu sustentar as instituições democráticas.

  

 

 

Fig. 5 – Funcionamento democrático ateniense

2.1.5 – A FORMAÇÃO DO CIDADÃO

Até aos 7 anos as crianças viviam no geneceu, entregues aos cuidados da mãe. A partir dessa idade, os rapazes iam para a escola, se a família tivesse meios o rapaz era acompanhado por um pedagogo, que o auxiliava nos estudos, podia ser mesmo um escravo.

Na escola, o rapaz aprendia a ler e escrever, e a recitar de cor os poemas antigos, através destes – Odisseia, Ilíada e poemas homéricos – ficava a conhecer as acções dos grandes heróis, que deveriam servir-lhe de exemplo moral.

Estudava ainda aritmética, música. Por volta dos 12 anos, iniciava a sua educação física.

Entre os 15 e os 18 anos, continuava a sua formação nos ginásios – praticava atletismo e seguia as lições dos sofistas, adquiria assim qualidades para ser um bom cidadão: a destreza física e a capacidades de exprimir as suas ideias e de as debater com os adversários.

2.1.6 – OS LIMITES DA DEMOCRACIA ATENIENSE

ë  Só os cidadãos que eram uma minoria, gozavam dos direitos democráticos, os metecos e os escravos, assim como as mulheres estavam privados desses direitos.

ë  Os escravos é que asseguravam o trabalho indispensável à sociedade.

ë  O bom funcionamento da democracia dependia do imperialismo ateniense, isto é, da sujeição dos outros povos gragos.

No entanto o modelo político ateniense é seguido ainda hoje pela maioria dos países do mundo.

2.1.7 – OS DEUSES E O CULTO

Os Gregos eram politeístas, adoravam vários deuses, e, consideravam-nos semelhantes aos homens: tinham a mesma forma física, assim como qualidades e defeitos. Apenas se distinguiam por gozarem da imortalidade e de poderes sobrenaturais.

Nos séculos V e IV a.C., as pólis tinham uma especial devoção por Zeus (Pai dos Deuses), Poseidon (Deus do mar), Hades (Deus dos mortos) e Apolo (Deus do sol, da poesia e da juventude). Os gregos pensavam que os deuses moravam no Olimpo (a montanha mais elevada da Grécia).

A GRANDE DIVERSIDADE DE CULTOS

/ CULTO DOMÉSTICO – em casa, junto ao altar, a família reunia-se para honrar os seus antepassados e prestar culto às divindades que protegiam o lar; 

/ O CULTO CÍVICO –na cidade, templos e actividades culturais e desportivas eram dedicadas aos deuses protectores da pólis. No caso de Atenas, o culto principal era dirigido à deusa Atena. 

/ CULTO PAN-HELÉNICO – no país, grandes santuários nacionais atraíam peregrinos de todo o mundo grego para prestar culto em honra de um mesmo deus (Apolo em Delfos e a Zeus em Olímpia). Fig. 7 

 

 

Fig. 7 – Santuário de Delfos

Alguns santuários exerceram uma grande influência na vida das cidades.

Foi o caso dos santuários de Apolo, em Delfos, graças à fama dos seus oráculos, isto é das mensagens transmitidas pela divindade aos crentes, através da sacerdotisa.

 

Aquando das grandes festa  religiosas, frequentes na Grécia, realizavam-se frequentes jogos em honra dos deuses locais. Os mais famosos eram os Jogos Olímpicos. Celebravam-se de 4 em 4 anos, em honra de Zeus, na cidade de Olímpia, onde ocorriam concorrentes e espectadores vindos de todas as partes da hélade.

Os Jogos Olímpicos compreendiam um festival de competições desportivas, cerimónias religiosas, exposições de arte e concursos de música e teatro. O programa das provas desportivas englobava corridas pedestres, luta, hipismo e o pentatlo.

Em Atenas realizavam-se os Jogos Panatenaicos constituídos por provas atléticas, concursos de música e regatas e celebravam-se em honra da Deusa Atena.

2.1.8 – Teatro, Pensamento e Arte

 

Fig. 8- Esquilo

No século V a. C., a cultura ateniense atingiu grande brilhantismo. Entre outras manifestações culturais, destacaram-se o teatro, a história, a filosofia e a oratória. Por esta razão, Atenas foi considerada a “Escola da Grécia”. O seu nível de desenvolvimento foi muito elevado, marcando profundamente a cultura europeia.

TEATRO

O Teatro foi uma das mais ricas e originais criações gregas. Teve as suas origens em danças e cantos de festas consagradas, ao culto de Dioniso (Deus do Vinho). Os géneros teatrais admitidos a concurso eram: a tragédia e a comédia.

Os grandes autores de tragédia do século V a. C., são Esquilo (Fig. 8), Sófocles e Eurípedes. As suas obras retratam os sentimentos, conflitos e paixões humanas face à impiedade dos deuses.

O mais famoso autor de comédia foi Aristófanes, na sua obra critica alguns aspectos da vida política e ridiculiza os vícios e defeitos da sociedade.

 

Assim o teatro estava estreitamente ligado à vida da pólis.

 

HISTÓRIA

O interesse em conhecer e relatar, de maneira tão exacta quanto possível, os acontecimentos, surge, pela primeira vez no Ocidente, com Heródoto (Fig.8). Por isso ele é considerado o “pai da História”. Mas o primeiro historiador, de facto, é Tucídides, pois na sua obra A GUERRA DO PELOPONESO narra os acontecimentos com objectividade e explica-os com imparcialidade.

 

 

 

FILOSOFIA

A vontade de saber e o desejo de procurar compreender o Homem e o mundo animou alguns pensadores.

No século V, o ambiente político-cultural ateniense atraiu intelectuais de toda a Hélade e tornou-se o grande centro de filosofia.

O mais célebre filosofo foi Sócrates, ensinava os homens a conhecerem-se a si próprios e a colocarem a verdade e a virtude como os principais objectivos do conhecimento ou sabedoria. Entre os seus continuadores sobressaíam Platão e Aristóteles.

Mas os filósofos gregos desenvolveram e aperfeiçoaram conhecimentos noutras áreas do saber, como a física, a matemática, a astronomia e a medicina.

 ARTE

Na Acrópole de Atenas ergue-se um conjunto de edifícios que testemunham o apogeu da arquitectura grega antiga, com destaque para os templos Jónicos de Erectéion e Atena Niké e o Dórico do Parténon. Foram construídos na 2ª metade do século V a. C., após a destruição de Atenas pelos Persas. A reconstrução da Acrópole foi impulsionada por Péricles e dirigida por Fídias. As ideias artísticas dos gregos exerceram grande influência ao longo do tempo, chegando mesmo aos nossos dias.(Fig.11)

 

Fig.10 – Ordem Dórica e Jónica

 

 

 

 

  

Os atenienses consagraram o melhor dos seus esforços e recursos ao embelezamento da sua cidade e, sobretudo, à construção de templos em honra dos deuses. Por isso são os mais representativos e belos monumentos da arte grega.

A fachada do templo é constituída pela colunata, entabelamento e frontão. Ora, é em função das características destes três elementos arquitectónicos que, em geral, se classifica os templos em duas ordens distintas: a ordem Dórica, simples e de aspecto pesado, e a ordem Jónica, mais graciosa e elegantes.

  

Fig. 11 – Parténon, Ordem Dórica                                                

 

Fig. 12 – Templo de Atena Niké, Ordem Jónica

Estas duas ordens foram adoptadas indistintamente em Atenas, mas mais tarde, em finais do século V a. C., surgiu na cidade de Corinto uma nova ordem derivada da Jónica, mas pouco utilizada pelos gregos – a ORDEM CORÍNTIA.

 

Em qualquer dos casos, as proporções em cada ordem obedecem, sempre, a regras matemáticas, daí resulta um perfeito equilíbrio e harmonia entre os diferentes elementos e o conjunto arquitectónico.

As características da harmonia e perfeição são, também, evidentes nas obras escultóricas. O tema por excelência da escultura é a figura humana, quer se trate de deuses, heróis ou atletas, em qualquer dos casos, as figuras esculpidas aproximavam-se tanto quanto possível da Natureza, reproduzindo a anatomia e os movimentos do corpo (naturalismo), mas sujeitando-se a um certo ideal de beleza, em que sobressai a juventude e a serenidade do rosto (idealismo).(Fig.13 e 14)

No século V a. C., a escultura atinge um elevado nível com Fídias, Míron e Policleto.

 

 

 

 

Fig.13 – Doríforo de Policleto

 

Fig.14 – Praxíteles, Hermes brincando com o pequeno Dioniso, século IV a.C.

A pintura, esteve associada à escultura, no entanto, os nossos conhecimentos sobre a pintura grega limita-se à decoração dos vasos de cerâmica, já que a restante desapareceu.

 

A pintura em vasos no período clássico variam desde a mitologia à vida diária. São por isso, uma importante fonte de conhecimento da vida e culturas gregas.

No século V a.C., os motivos decorativos são mais naturalistas, como cenas do dia-a-dia em tom vermelho sobre fundo negro.

O elevado nível de perfeição e beleza das obras de arte de Atenas no século V a.C., serviu de inspiração e modelo a artistas de muitas épocas e distintas sociedades.

Por isso, designa-se essa época artística como Período Clássico.

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Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

Teste Intermédio

 CONTEÚDOS / TEMAS

B – A HERANÇA DO MEDITERRÂNEO ANTIGO

B 1. Os Gregos no século V a.C.

B 2. O mundo romano no apogeu do império

B 3. Origem e difusão do cristianismo

E – EXPANSÃO E MUDANÇA NOS SÉCULOS XV E XVI

E 1. O expansionismo europeu

E 2. Renascimento e Reforma

I – A EUROPA E O MUNDO NO LIMIAR DO SÉC. XX

I 1. Hegemonia e declínio da influência europeia

I 2. Portugal: da 1.ª República à ditadura militar

I 3. Sociedade e cultura num mundo em mudança

J – DA GRANDE DEPRESSÃO À II GUERRA MUNDIAL

J 1. A grande crise do capitalismo nos anos 30 (*)

J 2. Regimes ditatoriais na Europa

(*) Sendo de abordagem sucinta, este subtema poderá ser mobilizado em articulação com J 2.

 

 

COMPETÊNCIAS

 

TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO / UTILIZAÇÃO DE FONTES

  

COMPREENSÃO HISTÓRICA

  

Localiza no tempo eventos e processos e distingue ritmos de evolução.

   

Espacialidade

 

Localiza no espaço diferentes aspectos das sociedades humanas em evolução e interacçã

 

Estabelece relações entre a organização do espaço e os condicionalismos físico-naturais.

   

Contextualização

 

Distingue, numa dada realidade, os aspectos de ordem demográfica, económica, social,  

    

Relaciona a história nacional com a história europeia e mundial, abordando a especificidade

 

do caso português.

 

COMUNICAÇÃO EM HISTÓRIA

 

Produz, em função do solicitado, textos com correcção linguística, aplicando o vocabulário

 

 

específico da disciplina.

 

Reconhece a simultaneidade de diferentes valores e culturas e o carácter relativo dos valores

 

culturais em diferentes espaços e tempos históricos;

 

 

Interpreta o papel dos indivíduos e dos grupos na dinâmica social;

 

política e cultural e estabelece conexões e inter-relações entre eles;

 

 

Identifica e caracteriza fases principais da evolução histórica e grandes momentos de ruptura

 

 

Utilização conceitos históricos a partir da interpretação e da análise de fontes (textos, imagens,

 

mapas e plantas, tabelas cronológicas, gráficos e quadros).

 

 

Temporalidade

 

 

Interpreta documentos de natureza diversa e com mensagens diversificadas;

 

publicado por ciclo às 16:04
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