Domingo, 17 de Janeiro de 2010

A CRISE DO CAPITALISMO E OS REGIMES TOTALITÁRIOS

 

A GRANDE CRISE DO CAPITALISMO
  •  A CRISE DE SUPERPRODUÇÃO
 Bons anos agrícolas.
 Aparecimento de novas indústrias (automóvel).
 Reinava o optimismo na bolsa de Nova Iorque.
 Os investimentos em acções fez subir os seus valores, que não correspondiam aos lucros das empresas.
  •  Sinais de crise na 2ª metade da década
 Diminuição das exportações (a Europa recuperara da guerra)
 Saturação do mercado interno.
  • Entrou-se num sistema de superprodução (maior oferta do que procura)
 Diminuição da produção.
 Baixa dos preços dos produtos.
 Redução dos salários.
  •  DEFLAÇÃO
DA CRISE DE SUPERPRODUÇÃO À CRISE FINANCEIRA
  •  Em 1929, alguns investidores vendem as suas acções, depressa o pânico se generaliza, no dia 24 de Outubro «quinta-feira negra», 13 milhões de acções foram colocadas à venda abaixo do preço real
  •  Crash da bolsa de Nova Iorque vai-se estender a toda a economia
 Os pequenos investidores ficam arruinados, devido aos empréstimos contraídos para jogar na bolsa
 Os bancos reduziram os empréstimos e alguns abriram falência.
 A falta de apoio bancário agravou as dificuldades das empresas, provocando o encerramento de muitas delas.
 
A GRANDE DEPRESSÃO
 A crise de 1929, reflectiu-se noutros continentes, em especial nos países capitalistas, mas também nos subdesenvolvidos.
 Quais os factores:
 Retirada dos capitais americanos do exterior
Retracção do comércio
OS PROBLEMAS SOCIAIS: DESEMPREGO E PROLETARIZAÇÃO
  •  Habitação em barracas e a viver da mendicidade
  •  Revolta perante a miséria e as condições: ódio, suicídio, crime e tensões sociais
  •  Os mais atingidos foram os operários:
 Desemprego, sem direito a qualquer indemnização ou subsídio.
 Os agricultores não conseguiam vender os seus produtos.
A classe média viu reduzidos os seus rendimentos.
  •  Tudo isto conduziu a uma alteração da política económica por parte dos Estados.
A INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA
  •  Para vencer a crise, os governos recorreram a uma maior intervenção do Estado na economia.
  •  Nos E.U.A., o Presidente Roosevelt, eleito em 1932, pôs em prática o seu programa de intervenção do Estado na economia, esta política chamou-se New Deal.
 Na agricultura – para resolver os problemas de excesso de produção, o governo indemnizou os agricultores que reduziram as suas áreas de cultivo; simultaneamente, concedeu-lhes créditos agrícolas para pagamento das dívidas já contraídas.
 Na indústria – limitou a livre concorrência, impondo a fixação de preços mínimos, limitou igualmente, os níveis de produção.
 Para combater o desemprego – lançou-se um programa de grandes obras públicas, envolvendo a construção de barragens, estradas e pontes.
 No domínio financeiro – foi criada legislação para controlar a actividade da bolsa e do sector bancário.
 No domínio social – foi regulamentada a actividade laboral (salário mínimo, 40 horas de trabalho semanal) e a segurança social (subsídio de desemprego e de doença, de velhice e invalidez).
  •  De 1933-37, o New Deal, conseguiu relançar o consumo, diminuir o desemprego, subir os preços, aumentar a produção, regulamentar a actividade laboral e a segurança social.
 
CRISE DAS DEMOCRACIAS
  •  Após a 1ª Guerra, as democracias liberais, impuseram na Europa, mas tinham vários problemas a enfrentar:
As dificuldades económicas do após guerra:
 Desemprego
 Conflitos sociais (greves, manifestações…)
 A grande crise de 1929
 O triunfo da revolução socialista na Rússia
  •  As camadas sociais mais favorecidas assustaram-se e apoiaram os Partidos de Extrema Direita, na tentativa de travar a difusão do comunismo.
O APARECIMENTO DO ESTADO FASCISTA
  •  A Itália foi o primeiro estado Fascista, propunha uma nova ordem económica e social e baseava-se nos seguintes princípios:
 Criação de um estado forte e disciplinado.
 Existência de um partido único.
 Criação do corporações profissionais.
  Nacionalismo e Imperialismo.
O fascismo nega que a maioria, só pelo facto de ser maioria, possa dirigir as sociedades humanas; nega que essa maioria possa governar graças a consultas eleitorais periódicas. Afirma que a desigualdade é, para o Homem, inapagável, fecunda e benfazeja (…). O fascismo recusa, na democracia, a absurda mentira da igualdade política (…).
Para fascista tudo está no Estado, nada do que é humano ou espiritual existe fora do Estado. Nesse sentido o fascismo é totalitário (…). Nem partidos políticos, nem sindicatos, nem indivíduos podem existir fora do Estado. Por consequência o fascismo opõe-se ao socialismo (…) e é inimigo do sindicalismo.
O fascismo quer um Estado forte, poderosamente organizado e apoiado numa base popular (…). O fascismo não acredita nem na possibilidade, nem na utilidade de uma paz perpétua (…).
Só a guerra desenvolve ao máximo todas as energias humanas.
Mussolini, A doutrina do fascismo, (1930)
 
A CONSOLIDAÇÃO DO FASCISMO EM ITÁLIA
  •  A primeira Guerra Mundial teve para a Itália graves consequências, não só em custos humanos (mais de 1 milhão de mortos e de feridos), mas também grandes consequências económicas:
Desvalorização da moeda.
Subida em flecha dos preços.
Desmobilização de mais de 2 milhões de soldados.
Desemprego.
  •  Isto provoca uma grande agitação social.
Greves
- Ocupação de fábricas e de grandes propriedades
  •  Assustados os industriais e os grandes proprietários apoiaram um pequeno partido de Extrema-Direita: O Partido nacionalista Fascista.
Dispondo de milícias armadas (os camisas negras), usavam a violências contra os militantes de esquerda e reprimiam os grevistas.
Em 1922, o Rei de Itália entregou o poder a Mussolini.
Nas eleições de 1924, realizaram-se eleições, mas recorrendo da força e das falsificações, os fascistas conseguira alcançar a maioria dos lugares no parlamento.
  •  O fascismo não permitia:
Os partidos políticos.
Existia a censura, aos meios de comunicação.
Os Sindicatos foram proibidos e surgiram as corporações.
–  O Estado tomava em mãos a formação da juventude, quem era incutido o sentido de disciplina e obediência.
O TOTALITARISMO NA ALEMANHA
  •  A dificuldades da democracia Alemã:
Em 1919, a instauração da chamada República de Weimar, trouxe à Europa a esperança que a Alemanha se tornasse numa democracia, mas este regime democrático teve de enfrentar grandes dificuldades:
 Teve de aceitar as cláusulas do Tratado de Versalhes.
 A Crise económica, a inflação e o elevado número de desempregados.
 A ocupação do Ruhr pelos franceses.
HITLER – CHANCELER DA ALEMANHA
  •  A pequena e média burguesia, o operariado, responsabilizavam os partidos e o governo por incapacidade de resolução da crise.
  •  Assim começam a apoiar os partidos da oposição, tanto os de extrema-esquerda, como os de extrema-direita.
  •  O Partido Nazi, teve um grande apoio financeiro dos industriais e vai crescendo graças:
A uma intensa propaganda na rádio e nos jornais e de grandes manifestações de rua.
Demonstração de força das suas milícias armadas, as S.A (Secções de assalto) e as S.S. (Secções de Segurança).
Em 1933, Hitler é nomeado Chanceler e o Partido Nazi, tornou-se no maior partido alemão.
A DOUTRINA NAZI
  •  O nazismo defendia os seguintes princípios:
O racismo
Anti-semitismo
O totalitarismo
 
PORTUGAL: A DITADURA SALAZARISTA
  •  ASCENÇÃO DE SALAZAR
O golpe de Estado de 28 de Maio de 1926, instaurou uma Ditadura Militar, contudo a instabilidade política e os problemas económicos persistiram, e foi neste clima de instabilidade, que em 1928, o General Óscar Carmona, convidou António Oliveira Salazar para Ministro das Finanças.
 Recorrendo ao aumento de impostos
 Redução das despesas (domínio da saúde, da educação e dos salários dos funcionários públicos)
Conseguiu reorganizar as finanças do País e pela primeira vez no século XX, as receitas foram maiores que as despesas.
 
A EDIFICAÇÃO DO ESTADO NOVO
  •  A Constituição de 1933
Com a Constituição põem-se termo à Ditadura Militar e inicia-se o Estado Novo.
 Mantinha eleições por sufrágio directo e continuava a reconhecer as liberdades e os direitos individuais , fazendo-os depender dos «interesses do Estado».
Mas progressivamente Salazar foi concentrando em si todos os poderes.
 As funções do Presidente foram reduzidas.
 A Assembleia Nacional limitava-se a aprovar leis do governo.
 As liberdades individuais (liberdade de imprensa, de reunião, direito à greve…) foram ignoradas ou seriamente restringidas.
ORGANIZAÇÕES FASCISTAS
  •  LEGIÃO PORTUGUESA
–  Organizada e armada para defender o regime e combater o comunismo.
  •  MOCIDADE PORTUGUESA
Organização juvenil que procurava desenvolver a devoção à Pátria, o respeito pela ordem, o culto ao chefe e o espírito militar. A esta organização deveriam pertencer os jovens entre os 7 e 14 anos.
  •  A CENSURA
–  A censura à imprensa foi instituída em 1926, progressivamente foi-se estendendo ao:
 Teatro
 Cinema
 Rádio
 Televisão
Evitava-se, assim, qualquer crítica ao Estado Novo e impedia-se a criação de uma opinião pública contra as ideias do Governo.
A POLÍCIA POLÍTICA
 Foi reorganizada na década de 30. Primeiro chamou-se Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (P.V.D.E).
 A partir de 1945, passou a designar-se de Polícia Internacional de Defesa do Estado (P.I.D.E)
 Utilizou as formas mais sofisticadas de tortura física e psicológica.
 Enviou opositores para a prisão e campos de concentração.
 Violou correspondência, invadiram residências.
–  Assassinaram, sendo o mais conhecido, o assassinato do General Humberto Delgado.
O CORPORATIVISMO
 Esta teoria defendia a subordinação dos interesses individuais e de classe aos interesses do Estado.
  Os trabalhadores estavam organizados em sindicatos nacionais.
 O Estado competia arbitrar as negociações de modo a garantir o direito ao trabalho e a um salário justo.
 Sendo as greves e os Lock-out proibidos.
 Foram também criadas as Casas do Povo e as Casas dos Pescadores.
COLONIALISMO
  Eram a fonte de matéria-prima, que abastecia a indústria nacional, funcionando igualmente como mercados para escoar os produtos.
O ACTO COLONIAL DE 1930
  Espécie de Constituição para os territórios ultramarinos.
  Reafirmou as ideias imperialistas que faziam da defesa do Império a defesa da Nação.
CARACTERÍSTICAS FUNDAMENTAIS DO FASCISMO
  •  Combater o socialismo e comunismo, por os considerarem destruidores dos valores tradicionais.
  •  Rejeição ao parlamentarismo, acusado de gerar divisões e enfraquecer a unidade nacional.
  •  Desprezo pelos direitos dos homens, uma vez que os direitos individuais tinham de estar submetidos aos interesses do Estado.
  •  Ultranacionalismo, defendendo a Nação como o valor mais importante.
  •  Enaltecimento da autoridade do chefe.
  •  Existência de um partido único.
  •  O corporativismo, através do qual se pretendia ultrapassar os conflitos de classes.
  •  Culto da força e da violência.


 

publicado por ciclo às 00:07
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1 comentário:
De Marcos a 8 de Agosto de 2012 às 05:02
Adorrei !! Tem tudo que eu procurava

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