Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

...

 

Incentivados pela procura de novas formas de representação, os artistas abandonaram progressivamente, a arte figurativa tradicional, abrindo caminho à pintura contemporânea. Várias correntes artísticas foram, assim, surgindo:
Arte Nova
  •  Surgida nos finais do século XIX, inspirou-se na natureza e valorizou a linha ondulante e a decoração. Abrangeu os mais variados sectores artísticos, como a pintura, a arquitectura, o mobiliário, a decoração de interiores e a ourivesaria.
Expressionismo
  •  Este movimento artístico teve lugar entre 1905 e 1930, e desenvolveu-se sobretudo na Alemanha. Os seus principais pintores pretendiam exprimir sentimentos íntimos através da violência das cores, das pinceladas largas e dramáticas e das imagens deformadas. É um tipo de pintura intenso e apaixonado e muito pessoal, baseado na ideia de que a tela é um veículo para a demonstração das emoções. Um dos pintores mais influenciou esta correste artística foi Van Gogh, Munch, Kirchner, Schiele e Otto Dix, foram os principais expressionistas.

[expressionismo08.jpg]

 
 
 
 
 
 
Fauvismo
  • Recusando qualquer convencionalismo, este movimento afirmava a autonomia da cor e do espaço, utilizava com grande ousadia largas manchas de cores violentas, evocando um mundo fantástico de grande emoção e cor. Um crítico de arte na exposição de 1905, em Paris, chamou aos pintores deste movimento «les fauves» (as feras). Matisse foi um dos principais representantes deste movimento.
Cubismo
  • Desenvolvido inicialmente em França, entre 1907 e 14, o cubismo representou o corte decisivo com a espacialidade naturalista. A arte cubista, apesar de parecer puramente geométrica, representa objectos reais. Estes são «achatados» na tela, para que se possam ver em simultâneo diversas perspectivas de um mesmo objecto, para isso, as formas são reduzidas a sólidos geométricos (cubos, cones, cilindros, etc.) que se sobrepõem. Picasso e Braque foram os principais representantes deste movimento.

Futurismo
  • Este movimento artístico nasceu em Itália, em 1909, com o manifesto literário do poeta Marinetti. Os princípios por ele estabelecidos – recusa da herança cultural do passado e criação de uma nova arte baseada na velocidade e nas tecnologias modernas, foram depois adaptados ao manifesto dos pintores futuristas. A pintura e a escultura futuristas captavam o movimento e a velocidade através da representação de diversas imagens simultâneas do mesmo objecto em posições que variavam progressivamente. Baccioni e Delaunay são dois representantes deste movimento.

Abstraccionismo
  •  A arte abstracta ou abstraccionismo ganhou uma importância fundamental ao longo do século XX, as formas geométricas, as linhas e as cores adquiriram um valor independentemente da realidade; a arte não tinha de representar nada de concreto, apenas os impulsos estéticos ou as emoções do artista. Numa primeira fase Wassily Kandinsky foi um dos seus principais representantes, na segunda década ela diversifica-se através de um geometrismo puro, com Piet Mondrian e de um grande poder imaginativo, com Paul Klee.

 
Surrealismo
  •  Iniciado em Paris e influenciado pelas teorias psicanalíticas de Freud, este movimento procurou descrever o «surreal», ou seja, o inconsciente, e entender o mundo dos sonhos, estes quadros representam cenas provocantes e ilógicas, criaturas estranhas e fantasmagóricas, com colecções de objectos do quotidiano. Nos quadros surrealistas, as imagens vão da serenidade dos sonhos à inquietação dos pesadelos. Max Ernest, René Magritte e Salvador Dali, foram alguns dos seus representantes.
 
Também a música rompeu com o estilo clássico: criou novas expressões e ritmos, cheios de força, enveredando por obras de cariz revolucionário com Stravinsky, Ravel e Schönberg. A sua difusão através dos novos meios disponíveis (rádio e gramofone) permitiu a sua gradual aceitação.
MULTIPLICIDADE DE EXPERIENCIAS LITERÁRIAS
A literatura, tal como nas artes plásticas, rompeu com os modelos tradicionais e passou a reflectir não só os dramas sociais da época como os sentimentos mais íntimos e subjectivos do Homem.
Esta viragem iniciara-se no século XIX com o simbolismo, cujos poetas procuravam exprimir a sua visão subjectiva da realidade através de símbolos. A partir desse movimento, a poesia conheceu, até aos anos 30, um florescimento genial e criador. Na Alemanha Rilke; na Inglaterra, T.S. Eliot; na URSS, Maiakovski; na França, Apollinaire e os surrealistas Breton e Éluard; em Portugal, Fernando Pessoa – todos eles inventaram novas formas de expressão poética, acompanhando os movimentos de vanguarda.
O romance só depois da grande guerra ultrapassou o naturalismo e ganhou maior profundidade. Assim aconteceu com Ulisses, do irlandês James Joyce ou com À Procura do Tempo Perdido do francês Marcel Proust, que é uma subtil análise de sentimentos e recordações.
Rompendo com a narrativa tradicional e com as convenções da moral burguesa, estas obras marcaram o rumo da literatura do futuro.
Foram igualmente significativas da inquietação da época, entre muitas outras, as obras de Virgínia Woolf, uma novelista inglesa, de Kafka, um romancista checo marcado pela angústia e pelo absurdo, ou do escritor Alemão Thomas Mann, que aborda os grandes dramas da condição humana. Na URSS, Gorky e Cholokov deixaram romances épicos sobre a luta revolucionária, lançando as bases do realismo socialista. Também atento à realidade social, mas introduzindo uma técnica de narração viva e directa, desenvolveu-se, desde final dos anos 20, o romance americano, sobretudo com Faulkner e Hemingway.
O NASCIMENTO DA NOVA ARQUITECTURA
O início do século XX, foi marcado por duas correntes arquitectónicas: a Arte Nova na Europa e a Escola de Chicago nos Estados Unidos da América.
Embora apresentando propostas diferentes, renunciam às características históricas da arquitectura e utilizam novos materiais (ferro e vidro).
A Arte Nova não teve grande expressão nas construções de grande dimensão, mas os edifícios que dela resultaram apresentam as formas decorativas curvilíneas e «naturalistas».
A Escola de Chicago procurou desde 1880, uma nova linguagem arquitectónica que tirasse melhor partido dos novos matérias de construção, centrando-se na funcionalidade dos edifícios.
Estas tendências afirmaram o Modernismo.
A arquitectura Modernista resultou da conjugação de princípios teórico-práticos bem definidos que conjugaram as novas técnicas e materiais de construção (o betão armado), as novas necessidades que os espaços urbanos exigiam, a aspiração de uma sociedade / cidade nova que conduziria ao bem-estar físico e psicológico do Homem e a influência de estilos artísticos como o cubismo e o abstraccionismo.
Uma das tendências desta corrente foi a Arquitectura funcional, que se distinguiu pela funcionalidade dos edifícios. Integrou os arquitectos da Bauhaus (Escola de Arte, Design e Arquitectura Alemã, fundada em Weimar, em 1919 foi mais tarde encerrada pelos nazis), o seu principal dinamizador foi Walter Gropius e o Suíço Le Corbusier.
Outra das tendências foi a Arquitectura Orgânica, que tentou criar uma harmonia não só entre as diversas partes do edifício mas também entre este e o ambiente. Frank Lloyd Wright foi o seu mais notável representante.
Um pouco à parte destas correntes trabalhou Antoni Gaudi, este revelou um grande interesse pelo gótico e aceitou nalguns casos, as sugestões da arte nova, mas com um tratamento muito pessoal e uma absoluta originalidade.
A INOVAÇÃO CULTURAL EM PORTUGAL
NOVAS CORRENTES ARTÍSTICAS
Durante a 1ª Guerra Mundial, Portugal assistiu à chegada de movimentos de vanguarda, conhecidos na história da cultura portuguesa pelo nome de Modernismo. Portugal teve representantes de várias correntes artísticas, destacando-se, os pintores Eduardo Viana (1881-1967), Santa Rita (1889-1918), Amadeu de Sousa Cardoso (1887-1918) e Almada Negreiros (1893-1970).
No campo literário, foi a partir da instauração da República que surgiu em Portugal uma nova geração de escritores:
  •  No Porto fundou-se, em 1912 a Renascença Portuguesa, grupo cultural que contava com Teixeira Pascoais (1877-1952).
  •  O modernismo literário reflectiu-se sobretudo nas obras de Fernando Pessoa (1888-1935), Mário de Sá Carneiro (1890-1915) e Almada Negreiros, que iniciaram a publicação da revista Orpheu.
No romance distinguiram-se dois nomes Raul Brandão (1867-1930) e Aquilino Ribeiro (1895-1963).
 
publicado por ciclo às 22:19
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Março 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. teste da matéria do 7º e ...

. Império Romano e Cristian...

. OS GREGOS NO SÉCULO V a.C

. Teste Intermédio

. Teste de avaliação Format...

. Ficha de Trabalho

. Ficha Formativa

. FICHA DE TRABALHO

. A CRISE DO CAPITALISMO E ...

. FICHA DE TRABALHO

.arquivos

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Outubro 2010

. Maio 2010

. Março 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Janeiro 2009

blogs SAPO

.subscrever feeds